quarta-feira, 17 de agosto de 2011

                                                                  Anglos

Os Anglos são uma palavra inglesa moderna usada para se referir ao povo germano cujo nome deriva-se da antiga região cultural de Ânglia, um distrito localizado em Schleswig-Holstein, Alemanha. Os anglos foram um dos maiores grupos a fixar-se na Bretanha no período pós romano, fundando diversos reinos da Inglaterra Anglo-saxônica e instalando-se na Ânglia Oriental, Mércia e na Nortúmbria no século V d.c e seu nome é raiz do nome "Inglaterra".


Etimologia
O nome étnico "anglos" (Angeln em alemão (significa "peixe"); englas em inglês antigo; anglus, pl. anglii em latim) possui várias formas e grafias, a mais antiga comprovada é o nome latinizado Anglii, uma tribo germânica mencionada na Germânia de Tácito. A Bretanha meridional e oriental foi posteriormente chamada de Engla-lond ("terra dos anglos", em inglês antigo), e mais tarde England, o termo em inglês para Inglaterra.

                                   Alanos







Povo nômade de origem iraniana que se estabeleceu, inicialmente, no Cáucaso setentrional e nas planícies ucranianas. Ao longo dos séculos II e III d. C., expandiram-se até ao Danúbio e invadiram a Ásia Menor, de onde foram expulsos, cerca de 280, pelo imperador romano Probo.

Migrações dos Alanos entre os séculos IV e V:
██ migrações
██ expedições militares
██ assentamentos
Os Alanos ficaram assim divididos em dois grupos: um desses grupos emigrou, por razões de enfraquecimento político, aliou-se aos Hunos. A esta população os Hunos apelidariam de Tártaros ("os de pele branca-amarelada"), que mais tarde, no século XVII, estiveram na origem de um povo muçulmano. Os Alanos, que se submeteram aos Hunos, participaram na batalha de Andrinopla em 378.
O segundo grupo, que se fixou na Europa Central, era formado pelos Alanos que haviam sido dispersos depois da vitória dos Hunos, em 360. Uniram-se aos Vândalos Asdingos, e abraçaram a religião tradicional dos Vândalos, o Arianismo. Os dois grupos acompanharam mais tarde os Suevos na travessia do Danúbio. Fixaram-se na Nórica e na Récia, em território das atuais Áustria e Suíça, formando uma federação. Ao sul do rio Meno, na Germânia, juntaram-se aos Vândalos Silingos.
                                                                 Celtas




Na época em que o Império Romano invadiu e conquistou a ilha da Grã-Bretanha, o povo celta era o povo que habitava esta região. Chegaram na região vindos de diversas regiões da Europa, entre os séculos II e III A.C.

Era um povo formado por indivíduos fortes e altos. Dedicavam-se muito à arte da guerra, embora também tenham desenvolvido muito o aspecto artístico, principalmente o artesanato. Conheciam técnicas agrícolas desenvolvidas para a época como, por exemplo, o arado com rodas. Fabricavam jóias, armaduras, espadas e outros tipos de armas, utilizando metais. Fabricavam carros de guerra desenvolvidos, que chegavam a provocar medo nos inimigos.
Possuíam uma religião politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Faziam seus rituais religiosos ao ar livre. No calendário celta havia diversas festas místicas como, por exemplo, o Imbolc (em homenagem a deusa Brigida). Esta festa marcava o início da época do plantio das sementes. As cerimônias e os rituais ficavam sob responsabilidade dos druidas, o sacerdote dos celtas.

Os belgas foram a última tribo de celtas que chegou na região da Britânia. Os belgas estabeleceram-se na área onde hoje é a Inglaterra. Foram habitar nas florestas e nas clareiras da região, ao contrário dos outros povos celtas que preferiram morar nas regiões montanhosas.

O príncipe belga mais conhecido deste período foi Cimbelino. Com sua capacidade de conquistas, tornou-se senhor de quase toda região sudeste da Inglaterra. Fundou nesta área a cidade de Camulodunum, próxima a cidade inglesa atual de Colchester.
   

                                                                     Francos





A palavra franco vem do alemão antigo frekkr e significa forte, ousado, corajoso.
Apenas os francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Depois expandiram seus domínios sobre territórios que hoke correspondem à França, Alemanha, Bélgica, Itália e mais oito países da Europa.

De todos os povos bárbaros germânicos, os francos merecem especial atenção, pois conseguiram estruturar um poderoso Estado de grande significação na Alta Idade Média européia. Esse Estado franco formou-se e expandiu-se sob o governo de duas dinastias:

Dinastia dos Reis Merovíngios (século V a VIII) - período da formação do reino franco, das suas primeiras expansões territoriais e da aliança estabelecida entre o rei e a Igreja Católica Romana.

Dinastia dos Reis Carolíngios (século VIII e IX) - período do apogeu dos francos, da sua máxima expansão territorial e da tentativa de se fazer ressurgir, sob o governo dos francos, a autoridade de um império universal.

                                                                       Frísios





Pequenos grupos de frísios povoaram as terras ao redor do mar e traços da colonização frísia são encontrados na Inglaterra, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Bélgica, França e, evidentemente, nos Países Baixos.

O território dos frísios seguia a costa continental do Mar do Norte desde a desembocadura do Reno até a do Ems, que era a sua fronteira oriental, segundo a Geographica de Ptolomeu. Plínio, o Velho, registra na sua Belgica que aquele povo foi conquistado pelo general romano Nero Cláudio Druso em 12 a.C., seguindo-se diversos levantes relatados por Tácito, inclusive a dos batavos. A partir de então, a história dos frísios torna-se obscura até o contato com os reinos merovíngio e carolíngio.
                                                              Germanos




Os povos germânicos dividiam-se em numerosas tribos e receberam esse nome por habitarem a região da Germânia, que era uma região da Europa localizada além dos limites do Império Romano, mais precisamente entre os rios Reno, Vístula e Danúbio e os mares Báltico e do Norte.

No que se refere às origens étnicas do povo germanico, existem evidências coletadas por arqueólogos e lingüistas que levam a crer que, entre 1000 a.C. e 500 a.C., havia um povo ou um conjunto de povos que compartilhava uma cultura e uma estrutura social comum e que habitava a região que vai do sul da Escandinávia até o norte da Alemanha. A forte e duradoura permanência de tribos germânicas ao sul da Escandinávia é evidenciada pelo fato de não se terem encontrado localidade com nomes pré-germanicos na região, uma vez que apenas por volta de 2000 a.C. é que se tem notícia da chegada de uma língua indo-européia.


                                                                 Godos




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Originários das regiões meridionais da Escandinávia, os Godos eram um povo germânico que se distinguia pela fidelidade ao seu rei e comandantes, também por usar espadas pequenas e escudos redondos. Desta forma, deixaram a região do rio Vístula (atual Polônia) em meados do século II, e alcançaram o Mar Negro.
Com a presença goda, os outros povos germânicos passaram a pressionar o Império Romano de Marco Aurélio através do rio Danúbio. No século seguinte, foram várias as incursões, ataques e saques as províncias de Anatólia e toda a península balcânica. A Costa Asiática e o Templo de Éfeso foram vítimas da fúria dos Godos. Já sob o reinado de Aureliano (270 - 275), Atenas foi invadida e seguiram-se a tomada de Rodes e Creta. Os romanos foram expulsos de Dácia, e os Godos se instalaram definitivamente na região do Danúbio. Assim de acordo com a região ocupada, os Godos foram denominados também de Ostrogodos e Visigodos. A partir deste momento, a cultura e política do Godos passaram a influenciar gradativamente à Europa através do Império Romano.